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É urgente intensificar a mobilização
geral dos trabalhadores, inclusive,
se preparar para a greve como arma
de defesa.
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“É urgente
intensificar a mobilização dos
trabalhadores - inclusive com greve
- para impedir que a crise mundial e
sua repercussão no Brasil leve a
retirada de direitos conquistados”,
esse seria o resumo da conclusão do
seminário que se encerrou no Rio de
Janeiro neste sábado, dia 3/9.
Muitas foram as conclusões do
seminário de três dias de
qualificação e capacitação dos
dirigentes sindicais da Nova Central
ocorrido no Rio de Janeiro nos dias
1, 2 e 3 de setembro.
Em seu pronunciamento de fechamento
do evento, Sebastião José,
presidente da Nova Central RJ
destacou como muito positiva a
permanência de todos os
participantes até o final após três
dias de evento, o que na opinião
dele, mostra o êxito do seminário.
Sebastião encerrou o seminário
afirmando que o Rio de Janeiro
“procurou fazer o melhor seminário
que nossa capacidade permitiu,
sempre com o objetivo de somar com
os esforços do Presidente Calixto e
do Diretor de Organização Hamilton
para que a nossa central tenha cada
vez consciência de seu papel em
defesa dos trabalhadores”. “Acho que
conseguimos!”, finalizou. Com emoção
e muitas fotos, todos receberam seus
certificados de participação no
Seminário. A seguir, contamos um
pouco de cada dia do Seminário.
3º DIA, o último
O último dia do seminário, sábado,
3/9, começou com a palestra do
Diretor Nacional de Organização da
NCST, Hamilton Dias de Moura que
durante toda a parte da manha,
debateu o tema “Organização Sindical
e Negociações Coletivas”. Um dos
aspectos mais importantes para
Hamilton é a necessidade de
incentivar a organização no local de
trabalho para o sucesso da ação
sindical. Hamilton em sua
apresentação disse que “(..) para o
sindicalismo que desejamos
construir, os referenciais mais
importantes do nosso trabalho
encontra-se dentro dos locais de
trabalho, onde se dá direta e
continuamente o conflito
capital-trabalho. É a partir do chão
das empresas, fábrica, etc. e não de
outro local, por mais privilegiado
que seja que se dá à construção de
nossa proposta sindical. Para lá se
dirigem nossa prática e nosso
discurso (..).”
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Após a parada para o almoço, a
última etapa do seminário começou
com a palestra do economista José
Carlos de Assis, presidente do
Intersul - Instituto de Assuntos
Estratégicos para a Integração da
América do Sul. “A realidade
econômica atual”. O economista
mostrou a profundidade da crise
mundial e afirmou que ela vai durar
muito tempo. E mostrou a preocupação
de que o país se prepare para
enfrentar a enxurrada de produtos
que os países industrializados vão
tentar despejar no Brasil com o
objetivo de tentar minimizar a crise
em seus países e manter parte do
emprego de seus trabalhadores. Isso
representa, na opinião do Assis, que
o Brasil deve trabalhar para impedir
o fechamento das indústrias
nacionais, com conseqüência drástica
para o emprego dos trabalhadores
brasileiros. Para José Carlos a
desindustrialização atinge tanto os
donos das empresas, como, os
trabalhadores, com uma diferença,
para os empresários eles abrem
outras empresas e os trabalhadores?
Em geral, é sinônimo de desemprego,
puro e simples e dificuldades para
toda a família que muitas vezes
depende apenas do salário do chefe
da família. A solução apresentada
por Assis é a formação de um bloco
sul-americano com os países da
região para enfrentar a crise
mundial, através da criação de ação
comum para desenvolver a
infra-estrutura da região.
Finalizando o seminário, foi
apresentado o tema “Gestão, Pautas e
Agendas Sindicais” pelo Diretor
Nacional de Saúde e Segurança no
Trabalho da NCST, Luiz Antônio
Festino. Vários foram os aspectos
abordados por Festino, porém, o de
destaque é a preocupação de que os
dirigentes sindicais não se
concentrem na parte administrativa,
e sim, dedicar à mobilização e a
luta da categoria. Luiz Festino
encerrou sua apresentação com um
ensinamento que foi retirado de um
livro chamado “O que podemos
apreender com os gansos selvagens”:
“Pessoas que compartilham uma
direção comum e senso de comunidade
podem atingir mais facilmente os
objetivos”.
2º DIA
A campanha salarial foi o tema único
do segundo dia do seminário. Na
parte da manhã, o debate se
concentrou no “Cenário político para
as negociações coletivas”, palestra
proferida pelo sociólogo Mahatma
Ramos de Souza do Dieese –
Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos
Socioeconômicos. Mahatma trouxe as
informações sobre o balanço das
Campanhas Salariais do primeiro
semestre de 2011 que mostra que
quase 80% das negociações salariais
conquistaram aumentos acima da
inflação, isto, a luta gerando ganho
real. Souza mostrou também um
relatório sobre as perspectivas para
as campanhas do segundo semestre.
Na parte da tarde, o advogado
militante Daniel Dias de Moura expôs
o tema “A negociação Coletiva e o
Dirigente Sindical”. Daniel abordou
os “Aspectos gerais da negociação
coletiva de trabalho”, “O processo
de negociação coletiva de trabalho”,
“A pauta de reivindicações
trabalhista” e os diversos aspectos
das “cláusulas normativas”. Outros
temas abordados: “A elaboração da
pauta de reivindicações
trabalhistas” e “As negociações
coletivas com a categoria patronal”.
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1º DIA -Abertura
O
ato de abertura do “Seminário de
Qualificação e Capacitação de
Dirigentes Sindicais”, iniciativa da
Diretoria de Organização, Relações
Sindical e Institucional da NCST
Nacional, e cuja organização ficou a
cargo da Nova Central RJ, contou com
as palestras do Presidente Nacional
José Calixto Ramos e do ex-deputado
federal Sérgio Miranda. A mesa dos
trabalhos foi coordenada pelo
Presidente da seccional da central,
Sebastião José e contou também com
as presenças do Vice-presidente
nacional Omar José Gomes, do diretor
de Assuntos Parlamentares Fernando
Bandeira, representante do Estado na
Executiva Nacional, e da Presidente
da Federação de Saúde RJ Maria
Bárbara da Costa, que ocupa a
segunda vice-presidência da NCST/RJ
e marcou a presença feminina na
abertura do evento. O objetivo do
encontro foi debater a realidade
política atual, a atuação de ação da
Nova Central, o cenário político
para as negociações coletivas, a
realidade econômica atual, gestão e
agenda sindical. O encontro teve a
participação de mais de 100
dirigentes sindicais representando
90 entidades sindicais filiadas
incluindo sindicatos e federações de
trabalhadores do Estado do Rio de
Janeiro.
Sebastião José, Presidente da Nova
Central RJ deu inicio aos trabalhos
e exaltou que o Estado é o primeiro
a realizar o Seminário de
Qualificação e Capacitação de
Dirigentes Sindicais, iniciativa da
Diretoria de Organização da NCST
Nacional. “Esse seminário nada mais
é que colocar em primeiro lugar o
ser humano. Sabemos as dificuldades
do trabalhador enquanto ser humano.
Não devemos nos curvar ao mercado a
esse ponto em colocarem pessoas em
segundo plano, temos sim que colocar
a família e o ser humano em primeiro
lugar”. Em seguida, Sebastião
agradeceu a presença dos
representantes das entidades
associados e desejou que todos
aproveitassem o evento.
Fernando Bandeira, que também é
Presidente da Federação dos
Vigilantes RJ, em sua saudação,
lembrou a importância da discussão
que o seminário trás, para preparar
a central sindical para a
mobilização em defesa dos direitos
contidos na CLT. “Precisamos
estimular e preparar os jovens para
essa importante tarefa que são a
defesa dos direitos dos
trabalhadores”, concluiu Bandeira.
Passou-se de imediato para a
primeira palestra que foi proferida
pelo ex-deputado e hoje atuando na
assessoria sindical, Sérgio Miranda
sob o tema “A realidade política
atual”. Logo em seguida, o assunto
foi a “A atuação da Nova Central”,
ministrada pelo Presidente Nacional
José Calixto Ramos.
O ex-deputado Sérgio Miranda mostrou
o panorama da realidade mundial sob
a ótica da grave crise econômica
agravada com a falência do banco
Lehman Brothers, quarto maior banco
de investimentos dos Estados Unidos,
após incorrer em perdas bilionárias
em decorrência da crise financeira
global. Miranda criticou a falta de
regulamentação do sistema financeiro
que foi o responsável pela crise
mundial atual. O ex-deputado mostrou
o desmonte do estado de bem estar
social que vem ocorrendo nos países
da Europa trazendo desemprego e
perda de direitos conquistados.
Sérgio Miranda mostrou a repercussão
da crise mundial no Brasil e
demonstrou preocupação com as
medidas que tem realçado os
interesses patronais em detrimento
dos trabalhadores. Miranda criticou
a desoneração da folha salarial
incluída no Plano governamental
“Brasil Mais” que em sua visão
prejudica a previdência social. O
ex-deputado encerrou sua palestra
mostrando otimismo com as crescentes
mobilizações em nível mundial dando
exemplo dos estudantes chilenos e de
trabalhadores na Europa. No Brasil
destacou as manifestações, algumas
inclusive espontâneas, que ocorreram
pelo país a fora, desde os locais
mais longínquos, como na Usina Girau
até as obras do PAC, nos estádios de
futebol, Mineirão e Maracanã. Ao
final, o ex-deputado federal Sérgio
Miranda destacou a atuação e o papel
da Nova Central em defesa dos
direitos dos trabalhadores.
Calixto começou sua intervenção
agradecendo mais uma vez a presença
de todos no seminário e demonstrou
sua alegria de estar mais uma vez no
Rio de Janeiro. Sobre o tema de sua
palestra, o Presidente da NCST falou
que o mundo exige esse esforço de
capacitação de dirigentes e
trabalhadores. Lembrando de épocas
passadas, Calixto disse que “não
havia o diálogo entre patrão e
empregado” e que a realidade mudou a
tal ponto, que hoje dialogamos,
diariamente, com os empresários e,
às vezes, fazemos até parceria. O
presidente da NCST afirmou que foi
criado um Grupo de Trabalho com o
governo, trabalhadores e empresários
para debater os assuntos da pauta do
mundo trabalho. Para Calixto, os
desafios são grandes e um das mais
importantes pautas para os
trabalhadores é a redução da jornada
de trabalho que se vem se arrastando
há mais de 20 anos. Calixto lembrou
que em todos os governos passados ou
futuros, sempre irão tentar mexer na
previdência social, só não mexeram
ainda por causa das centrais
sindicais. Disse também, que a
estrutura sindical também é uma
discussão eterna e, afirmou que
temos a corrente do sistema
confederativo mantido pela
constituição e o sistema da
pluralidade sindical, criando
sindicatos que bem entender, pior
que a portaria 186 do MTE, mas esse
grupo não para e não deixando de
lutar. Para Calixto, a pauta que
temos é imensa, mas temos como
prioridade a previdência social,
jornada de trabalho, terceirização e
a própria estrutura sindical onde
começa a ser questionada em uma
estrutura diferente. A nossa luta,
disse ele, é permanente, salutar, a
luta do convencimento da
distribuição de informação como esta
sendo feita neste seminário. Calixto
encerrou sua exposição afirmando que
“para manter esse sindicalismo que
escolhemos trabalhar com os pés no
chão, de qualidade e oportunidade”.
Pela vibração do ato de abertura, o
Seminário promete ser um marco na
luta sindical da Nova Central no
Estado do Rio de Janeiro.


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