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Vale tudo para não permitir a
aprovação da PEC da redução da
jornada de trabalho. Os empresários
não respeitam nem a inteligência dos
trabalhadores.
Como faltam argumentos palpáveis,
sólidos e consistentes, então dos
donos do capital apelam para o
terrorismo. Agora andam a dizer que
se a jornada for reduzida, o
comércio não poderá abrir aos
domingos.
Veja, em matéria abaixo o que diz o
presidente da Confederação das
Associações Comerciais e
Empresariais do Brasil (CACB), José
Paulo Cairoli.
"O assunto é polêmico, ameaça as
empresas, vai trazer desemprego e
não pode ser discutido no calor de
um ano eleitoral".
A redução da jornada "(...) vai
impedir o comércio de bens e serviço
de abrir aos domingos em função dos
custos trabalhistas".
Leia a íntegra da matéria:
"Redução da jornada de trabalho
ameaça abertura do comércio aos
domingos
Além de colocar em risco a
sobrevivência das micro e pequenas
empresas e incentivar a
informalidade, a redução da jornada
de trabalho de 44 para 40 horas e o
pagamento de 75% sobre a hora extra
trabalhada, vai impedir o comércio
de bens e serviço de abrir aos
domingos em função dos custos
trabalhistas.
O alerta foi feito em tom de
preocupação ao presidente da Câmara
dos Deputados, Michel Temer
(PMDB/SP), pelo presidente da
Confederação das Associações
Comerciais e Empresariais do Brasil
(CACB), José Paulo Cairoli.
Acompanhado por presidentes de
Federações e de Associações
Comerciais de todo País, Cairoli
solicitou, mais uma vez a Temer, a
urgência da decisão de tirar da
pauta de discussões neste ano a PEC
231/95. "O assunto é polêmico,
ameaça as empresas, vai trazer
desemprego e não pode ser discutido
no calor de um ano eleitoral",
enfatizou Cairoli.
Mais de 50 líderes empresariais de
todo o Brasil, presidentes de
entidades de classe, engrossaram a
comitiva liderada por Cairoli
mostrando a preocupação e a
necessidade de retirar da pauta de
discussões a PEC 231/95.
"As grandes e médias empresas que
também serão prejudicadas ainda
terão como alternativa substituir a
mão de obra por máquinas, mas os
micro e pequenos empresários, que
têm pouca capacidade de investir,
serão forçados a reduzir o número de
seus empregados", enfatiza Cairoli.
A PEC das 40 horas é um tema muito
importante para o País, e a CACB
defende a tese de que, por ser um
ano eleitoral, ela não pode ser
votada agora, para não contaminar a
discussão. José Paulo Cairoli lembra
que não há consenso sobre a proposta
e levá-la ao plenário neste ano é
uma decisão precipitada e
eleitoreira.
A CACB, ao contrário do que dizem os
sindicalistas, sabe que a redução da
jornada não será capaz de gerar
novos empregos. Além disso, o
aumento para 75% no valor da hora
extra inviabiliza a atuação das
micro e pequenas empresas,
especialmente as que atuam nos
setores do comércio e serviços."
Fonte: Diap.
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