SEMINÁRIO DAS MULHERES TRABALHADORAS



Representantes de todas as Unidades da Federação participaram do Seminário “Mulheres Unidas Pela Promoção da Igualdade” nos dias 27 e 28 de maio, no auditório do Hotel Excelsior em São Paulo, promovido pelas Centrais Sindicais CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT, com o objetivo principal debater os Projetos de Lei 4857/2009 e 6653/2009, além do PSL 136/2011 que criam mecanismos para garantir a igualdade agravada pela discriminação e pelas desigualdades de oportunidades e salários. Foram discutidos ainda, a Lei Maria da Penha, entre outros temas ligados à questão de gênero.


A mesa de abertura contou com a presença dos presidentes das centrais Sr. José Calixto Ramos, da NCST; Ricardo Patah da UGT; Antônio Neto, da CGTB; Nivaldo Santana, vice-presidente da CTB; João Carlos Gonçalves (Juruna), Secretário Geral da Força Sindical; Clemente Ganz Lúcio, Diretor Técnico do Dieese; Angélica Fernandes, representante da Ministra Iriny Lopes; Rosângela Rigo, representante da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres; Márcia Campos, da Federação Internacional Democrática de Mulher; Gláucia Morelli, da Confederação das Mulheres do Brasil; Maria Auxiliadora, da Secretaria Nacional da Mulher da Força Sindical que coordenou a mesa; Cláudio Prado, Vereador do PDT; Rozina Conceição, Coordenadora estadual da CTB-SP e Lúcia Ricardi, do Conselho da Mulher da OAB de Mato Grosso.


O Sr. José Calixto saudou a todos os presentes e ressaltou a importância das mulheres no mercado de trabalho. “Hoje, muitas das principais funções são ocupadas em sua maioria por mulheres. Elas são extremamente competentes no desempenho de suas atividades. Um dos princípios da NCST é lutar para impedir a vigência de disposições discriminatórias na vida social de homens e mulheres, especialmente o preconceito de cor e as desigualdades civis, sejam as de natureza ideológica, étnica, religiosa ou sexual. Com certeza, estamos contribuindo com os debates do PL da Igualdade e potencializando ações para ampliar oportunidades que incluam igualdade salarial; cidadania e garantia de direitos, além de saúde e combate à violência”.


Márcio Pochmann, presidente do IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), fez uma análise da conjuntura nacional com recorte para a questão da mulher trabalhadora. Parabenizou as mulheres pela iniciativa de fazer este debate, alertando que atividades como essa, contribuem para o avanço da luta pela igualdade. Destacou que o estresse da vida moderna com a extensa jornada de trabalho e a utilização de celulares e internet têm acarretado um excesso de tarefas estendendo a jornada de trabalho. Isso prejudica ainda mais as mulheres, que já cumprem jornadas duplas e triplas.


Sônia Zerino, da Secretaria da Mulher da NCST, destacou que “nossa economia sustenta as mais altas taxas de juros do mundo. Queremos uma luta conjunta com os companheiros trabalhadores para subverter essa ordem, decidindo em condições de igualdade, o destino da família e do país. Estaremos unidos pela tarefa de construir um Brasil mais justo, mais democrático, uma nação soberana. Nossa independência acontecerá de fato, quando o povo brasileiro conseguir sentir em sua condição de vida diária a utilização das riquezas nacionais para o atendimento de toda sua necessidade, bem estar e benefício”.



Rosângela Rigo, da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres - SPM, deu grande contribuição sobre a Lei Maria da Penha abordando sobre a sua importância e os avanços que ocorreram desde a sua implantação. Em Seguida, a deputada Federal, Janete Pietá ( PT/SP), autora do Projeto de Lei 4857 que além de prever a maior participação das mulheres no mercado de trabalho, objetiva o compartilhamento das responsabilidade familiares acumuladas sobre a mulher. José Roberto da Silva Fonseca, representando o Senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor do PSL 136/2011, também destacou os principais pontos do projeto.