NOVA CENTRAL RJ REELEGE DIREÇÃO,
QUER PROGRAMA DE TRABALHO GARANTIDO,
JORNADA DE 40 HORAS, EXTINÇÃO DA
PORTARIA 186 E FIM DO FATOR
PREVIDENCIÁRIO
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O segundo congresso da Nova Central
RJ foi o mais representativo evento
sindical acontecido neste ano no
Estado do Rio de Janeiro até a
presente data. Contabilizando cento
e seis entidades sindicais em seu
quadro social, a Nova Central RJ
levou ao 2º congresso mais de
quatrocentos sindicalistas de todos
os recantos do Estado. Além da
presença maciça de dirigentes
sindicais, o evento teve uma
representatividade expressiva. As
duas maiores autoridades na área do
trabalho no Estado tiveram
participações marcantes nos
trabalhos do congresso. Na palestra
de abertura, sob o tema “A crise
mundial e os reflexos no mercado de
trabalho”, o Superintendente
Regional do Trabalho, José
Bonifácio, também presidente
estadual do PDT, destacou a atuação
do ministro Carlos Lupi, por ele
representado no evento, a frente do
Ministério do Trabalho e Emprego.
Bonifácio afirmou que Lupi foi alvo
de críticas do empresariado por
defender que as empresas que recebem
financiamento do BNDES não poderiam
demitir os trabalhadores, como
muitas fizeram, quando eclodiu a
crise mundial. Por outro lado, o
Secretário Estadual de Trabalho e
Renda, Ronald Ázaro, representando o
governador Sérgio Cabral, abriu os
trabalhos do segundo dia com uma
panorâmica da situação do emprego no
Estado do Rio de Janeiro através de
gráficos e mapas mostrados em dois
gigantescos telões instalados no
recinto do congresso.
O presidente Sebastião José da
Silva, reeleito ao final do
congresso, levou os sindicalistas ao
delírio na sessão de abertura, ao
parafrasear o presidente dos EUA,
Barak Obama, afirmando, que para o
movimento sindical brasileiro, o
‘cara’ chama-se José Calixto Ramos,
presidente nacional da Nova Central.
A participação do movimento
organizado dos trabalhadores é outro
aspecto importante a destacar no 2º
Congresso Estadual da Nova Central
RJ. Marcaram suas presenças: os
presidentes estaduais das centrais
sindicais, Força Sindical RJ,
Francisco Dalprá e CTB/RJ, Maurício
Ramos; o diretor da CUT RJ,
Indalécio Wanderley Silva e o
diretor da UGT/RJ, Bartolomeu de
França.
Vale ressaltar a união e o
envolvimento das lideranças maiores
da Nova Central em trazer o apoio e
a solidariedade a seccional do
estado do Rio de Janeiro da
instituição. Esteve trazendo seus
incentivos à condução firme que
Sebastião José da Silva imprime a
Nova Central RJ, os dirigentes
sindicais que representam o Estado
na direção nacional, Omar José
Gomes, 1º vice-presidente nacional e
presidente da CNTTT, Olímpio
Coutinho, vice-presidente nacional e
Fernando Bandeira, diretor nacional
para assuntos parlamentares. Os
presidentes estaduais também se
somaram as homenagens pela
realização do segundo congresso:
Luiz Gonçalves (SP), Antonio Miranda
(MG), Lauro Queiroz (ES) e Jaime
Bueno que se deslocou de Goiânia
trazendo o apoio da Nova Central GO,
da qual é seu presidente.
Dos movimentos sociais a destacar a
presença da presidente da Federação
de Mulheres RJ, secretária do
MODECON e coordenadora
administrativa da TV Comunitária do
Rio de Janeiro, Olga Amelia e, do
presidente da Associação de
Cirurgiões Dentistas do Estado do
Rio de Janeiro, Dr. Eduardo Moioli.
O primeiro dia (01/10) do 2º
Congresso realizado no salão de
convenções do Rio’s Presidente
Hotel, praça Tiradentes, Centro do
Rio de Janeiro, começou por volta
das 12 horas com a abertura das
mesas de credenciamento e de apoio
para a hospedagem das delegações que
iam chegando de mais de trinta
diferentes municípios do interior do
Estado. Cada delegado ou convidado
recebeu um kit do congresso que
incluiu pasta, camiseta, bóton,
caneta, papel para anotação e textos
dos projetos, em tramitação no
Congresso Nacional, pertencentes à
agenda política de interesse dos
trabalhadores brasileiros.
O ato de abertura do 2º Congresso
Estadual da Nova Central RJ foi um
verdadeiro aquecimento para o corpo
e alma dos participantes. A partir
das dezessete e quarenta horas
começou a ser servido um coquetel de
boas-vindas, elogiado por todos os
presentes, inebriados com o som dos
‘choros’, ‘maxixes’ e ‘sambas’ do
Conjunto Sarau que emolduravam o
vai-e-vem de garçons com suas
bandejas repletas de salgadinhos e
bebidas. Durante sessenta minutos,
Bruno Rian – bandolim, André Beliene
– violão de sete cordas, Sérgio
Prata – cavaquinho, Agenor do
Pandeiro e Aline Silveira na flauta
encantaram a platéia, como se
estivessem pré-anunciando o êxito do
evento, que ao final ficou
comprovado.
Composta a mesa de abertura com as
autoridades e dirigentes do
movimento sindical e social,
passaram-se, todos de pé, a entoarem
o Hino Nacional. O presidente
Sebastião José da Silva, como
primeiro orador da noite, agradeceu
a presença de todos e antes de
considerar aberto o segundo
congresso da Nova Central RJ,
proferiu algumas palavras sobre
temas candentes da atualidade
sindical: “Consolidar uma central
sindical no Brasil é uma obra
gigantesca. Essa foi uma conquista
de todos. Esse foi um esforço de
centenas de lideranças e milhares de
militantes, dirigentes, apoiadores,
funcionários, todos empenhados em
fazer com que a Nova Central
Sindical de Trabalhadores cumprisse
a sua missão: ser uma central
sindical e, ao mesmo tempo, um
instrumento de defesa intransigente
da unicidade sindical, do sistema
confederativo, do sindicato por
categoria profissional e do
financiamento compulsório em lei.
Todos esses princípios norteadores
da organização sindical brasileira
estavam em perigo desde a
constituição do Fórum Nacional do
Trabalho, em 2003, no início do
primeiro mandato do presidente Lula.
A existência da Nova Central e sua
ação agregadora e equilibrada, foram
fatores decisivos para a
consolidação do movimento de união
das diferentes centrais sindicais e
representam um salto de qualidade na
luta trabalhista no país. Agora
podemos dizer que vencemos aquele
perigo mais direto e aberto. A
ameaça velada e sub-reptícia
continua! É necessário colocar por
terra a Portaria 186”. Sebastião
também fez uma homenagem aos seus
pais presentes ao evento, e destacou
a justeza da posição da direção
nacional de continuar lutando pelo
fim do fator previdenciário.
Sebastião, muito aplaudido,
finalizou suas palavras homenageando
Juracy Martins dos Santos, seu 1º
vice-presidente, falecido em
novembro do ano passado, através dos
sambistas João Nogueira e Paulo
César Pinheiro: “A vida é sempre uma
missão/A morte uma ilusão/Só sabe
quem viveu/Pois quando o espelho é
bom/Ninguém jamais morreu”.
Muitos dos convidados participantes
da mesa de abertura ocuparam a
tribuna do congresso para destacar a
atuação da Nova Central RJ, elogiar
sua direção e desejar sucesso aos
congressistas. O ato de abertura
teve como último orador o presidente
nacional José Calixto Ramos que
abriu seu pronunciamento confessando
se emocionou com a homenagem a ele
prestada pelo presidente Sebastião.
Calixto discorreu sobre a atuação
nacional da Nova Central confirmando
que a instituição já está organizada
em vinte estados da federação.
Defendeu com ênfase a posição pelo
fim do fator previdenciário e disse
que não poderia recuar de uma
posição que conseguiu aprovação do
Senado da República.
Ainda foi possível ao final do
primeiro dia do congresso informar
aos presentes a lista de autoridades
que enviaram correspondência
saudando o evento. A destacar, a
calorosa recepção dos congressistas
a leitura da carta do senador Paulo
Paim:
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