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As recentes declarações do
governador Sérgio Cabral de que, em
seu novo mandato, pretende colocar o
Rio de Janeiro entre os cinco
melhores em Educação no país,
segundo a presidente da União dos
Professores Públicos no Estado
(Uppe-Sindicato), Teresinha Machado
da Silva, só será concretizada caso
o governo priorize a valorização
salarial do magistério,
principalmente a do professor de
ensino básico.
Segundo a dirigente sindical, o
magistério, apesar dos baixos
salários, continua sendo profissão
de grande procura, conforme
demonstram os concursos públicos
para o cargo. Contudo, cada vez mais
a profissão, em sua opinião, acaba
sendo apenas um trampolim para outra
atividade e no caso do ensino básico
(as séries iniciais do antigo curso
primário), uma etapa transitória na
vida do professor.
“O piso atual é de R$610,38, ou
seja, cada vez mais próximo do
salário mínimo, que passou para
R$540. Desse modo, é crescente a
evasão de professores das escolas,
em busca de melhores oportunidades.
Os professores novatos, embora
talentosos, não possuem a
experiência e levam tempo para
adquiri-la. Quando começam a criar
vínculos com a escola são obrigados
a deixá-la, pois se sentem
desvalorizados salarialmente”,
alegou.
Na opinião da professora Teresinha
Machado, é preciso maior
sensibilidade dos governantes para a
questão da carga horária do
magistério. “O Piso Nacional do
Magistério foi fixado para carga
horária de 40 horas, quando o
adequado é em torno de 20h ou no
máximo 22 horas. Ou olhamos o
magistério como uma profissão de
ponta ou vamos continuar amargando a
situação de país de terceira
categoria, mesmo que em termos
econômicos passemos a ser a quinta
economia do mundo”, assinalou.
A presidente da Uppes, que também é
diretora de Assuntos Educacionais da
Confederação dos Servidores Públicos
no Brasil (CSPB), disse que tanto a
presidente Dilma Rousseff, como o
governador Sérgio Cabral, no caso do
Estado do Rio, deveriam ter em mente
a necessidade de transformar o
magistério em “profissão de ponta”,
fazendo da carreira “algo atrativo
para os jovens, além de prestigiar
os professores mais antigos,
incluindo o aposentado”.
Fonte: Revista do Turismo
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