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A
manifestação das cinco centrais
sindicais em defesa da agenda dos
trabalhadores foi coroada de pleno
êxito com a participação ativa de
milhares de trabalhadores e
trabalhadoras vindos em delegações
de diversos estados brasileiros. A
manifestação foi organizada pelas
centrais sindicais: CTB, Nova
Central, CGTB, UGT e Força Sindical
e contou com o apoio do MST, UNE,
UBES, UNINEGRO, UBM e UJS. Da agenda
dos trabalhadores defendida pelo ato
consta, com prioridade, a redução da
jornada de trabalho para 40 horas
semanais sem redução dos salários; a
redução dos juros; a regulamentação
da terceirização; o fim da dispensa
imotivada (Ratificação da Convenção
158 da OIT – Organização
Internacional do Trabalho); a
regulamentação imediata da
Convenção151 (Negociação Coletiva no
Setor Público). Também consta da
agenda a destinação de 10% do
Produto Interno Bruto (PIB) para a
Educação, salário igual para
trabalho igual, nenhuma
discriminação e a distribuição mais
igualitária da renda estão entre as
principais demandas da classe
trabalhadora brasileira, defendidas
na jornada de luta das centrais
sindicais em Brasília. As próximas
jornadas de luta, agora, serão
realizadas nos estados, culminando
com a grande manifestação nacional,
no dia 3 de agosto, em São Paulo.
A
Nova Central RJ participou da
jornada em Brasília com grande
delegação sob o comando do primeiro
vice-presidente, Sérgio Luiz e, do
Diretor Financeiro, David de Souza.
Três ônibus partiram na véspera do
evento, dia 5/7, quatorze horas, da
capital fluminense e, demonstrando
força de vontade e determinação dos
seus 130 participantes, partiram da
capital federal, logo após o final
da manifestação, enfrentando a
estrada para chegar de voltar ao Rio
de Janeiro, no dia 7/7, ao meio-dia.
Na delegação composta de trinta e
três entidades filiadas a Nova
Central RJ, se destacaram as
categorias de trabalhadores
rodoviários, construção civil,
vigilantes, servidores públicos
municipais e saúde. Do ponto de
vista dos municípios, estiveram
representados a capital, Rio de
Janeiro e do interior, Campos,
Cardoso Moreira, Italva, Angra dos
Reis, Volta Redonda, Barra Mansa,
Petrópolis, Nova Iguaçu, Caxias e
Belford Roxo.
Exausto, o primeiro vice-presidente
da Nova Central RJ, Sérgio Luiz se
mostrou feliz com a manifestação.
Sérgio, como sempre econômico nas
palavras, sentenciou: a jornada foi
ótima! Já David de Souza, militante
do Sindicato dos Trabalhadores da
Construção Civil e Diretor
Financeiro da Nova Central RJ se
mostrou preocupado com o avanço da
terceirização no setor da construção
civil. Já temos hoje 90% do setor
terceirizado, não podemos permitir a
terceirização nas atividades-fim das
empresas disse David, como quer
vários projetos em tramitação no
Congresso Nacional. Para o diretor
financeiro, aumentar a terceirização
terá forte impacto na construção
civil e quem perde são os
trabalhadores que terão seus
direitos ainda mais precarizados.
David finalizou sua análise da
jornada em Brasília dizendo que “foi
positiva, cumpriu suas expectativas
e serviu pra mostrar mais uma vez
que é a pressão legítima dos
trabalhadores nas ruas que pode dar
esperança de impedir a retirada de
direitos”.
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