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O
Tribunal Regional do Trabalho / RJ
não julgou dia 4 de maio o dissídio
econômico dos cerca de 50 mil
vigilantes no estado, cadastrados na
Polícia Federal. Proclamou, no
entanto, a greve iniciada há 39 dias
em Campos, abusiva, devido à falha
na documentação de alguns sindicatos
quanto ao cumprimento de
procedimentos legais. O processo na
Justiça Trabalhista que visa definir
o reajuste dos vigilantes prossegue
sem ter uma data para julgamento.
Vigilia cívica
nas escadarias do TRT
O desembargador José
Nascimento Araújo Netto, um dos sete
jurados, disse que nunca viu um
movimento tão organizado e pacífico,
mostrando-se preocupado com o piso
de R$ 800 que pode conduzir o
profissional a complementar o seu
sustento na segurança clandestina ou
na composição de milícias. O piso do
vigilante do Rio, segunda economia
do país, é o 13º do ranking, ficando
atrás de estados como Espírito
Santo, Pará, Acre, Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Norte.
A
Federação Estadual dos Vigilantes
vai recorrer ao Tribunal Superior do
Trabalho em Brasília, pedindo a
nulidade do julgamento por entender
que o Tribunal Regional do Trabalho
do Rio não levou em consideração o
parecer do Ministério Público do
Trabalho que opinou pela legalidade
da greve.
Outra decisão tomada pelos nove
sindicatos em greve até 29 de abril
é que novas assembléias ocorrerão em
breve para que dentro de 20 dias o
movimento seja retomado em todo
estado.
A Federação dos Vigilantes em
reunião com o Sindicato patronal
propôs a assinatura da Convenção com
o compromisso de que não haverá
descontos dos dias parados e nenhuma
punição ou demissão para os
grevistas.
Bandeira elogia a garra dos
vigilantes na condução do movimento
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