No início deste mês, as seis
centrais sindicais Brasileiras -
CGTB, CUT, Força Sindical, UGT, Nova
Central e CTB - enviaram um
documento para o diretor-geral da
Organização Internacional do
Trabalho (OIT), Juan Samovia,
denunciando a perseguição perpetuada
por integrantes do Ministério
Público do Trabalho (MPT) contra a
organização dos sindicatos
brasileiros.
Além de denunciar a ingerência e a
perseguição ideológica do MPT, as
centrais solicitaram uma audiência
com Somavia no mês de novembro,
oportunidade em que os dirigentes
sindicais levarão novos elementos de
prova e farão a exposição oral dos
fatos.
Na denúncia, as centrais afirmam que
os procuradores do Ministério
público atuam de forma generalizada
no sentido de tentar desconstruir as
decisões tomadas nas assembléias das
categorias que estabelecem as
contribuições sindicais.
"O procedimento adotado pelo
Ministério Público do Trabalho
consiste em notificar os presidentes
dos sindicatos para comparecerem em
audiência designada em suas
dependências, consubstanciando logo
em seguida na apresentação de um
Termo de Ajusta de Conduta (se
comprometendo a não recolher a
contribuição dos não sócios)".
E segue: "Depois, numa combinação
entre chantagem e aproveitamento,
obriga o dirigente a assiná-lo para
esclarecer ou defendê-lo das
acusações infundadas", diz o
documento assinado pelas seis
centrais.
Sustentamos no documento que a
interferência do MPT afronta
claramente a liberdade sindical, bem
como, os princípios de autonomia
determinados na Convenção 98 da OIT,
visto que inibem diretamente a
autoregulação e sustentação
financeira da atividade.
Não há dúvida de que as ações
infundadas do MPT são um instrumento
de intimidação que muitas vezes é
patrocinado pelos patrões. O
objetivo da proibição do
recolhimento da contribuição
assistencial é o de enfraquecer a
organização e o poder de fogo dos
trabalhadores.
Conseguimos, com esta denúncia, dar
um importante passo na luta para
cessar este absurdo.
(Fonte: Fetropar).
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