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A presidente
Dilma Rousseff sancionou, nesta
terça-feira (11), sem vetos o
projeto de lei aprovado pela Câmara
dos Deputados que concede aviso
prévio de até 90 dias, proporcional
ao tempo de trabalho.
A informação foi confirmada pela
Casa Civil da Presidência da
República. A mudança vai ser
publicada no Diário Oficial da União
desta quinta-feira (13), quando
começará a valer o novo aviso.
Atualmente, os trabalhadores têm
direito a 30 dias de aviso prévio. A
nova lei determina que seja mantido
o prazo atual de 30 dias de aviso
prévio, com o acréscimo de três dias
por ano trabalhado, podendo chegar
ao limite de 90 dias (60 dias mais
os 30 dias atuais).
Com a mudança, o empregado terá
direito aos 90 dias de aviso prévio
quando completar 20 anos de
trabalho.
Mais estabilidade
O ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, afirmou que a sanção da
nova lei que estabelece aviso prévio
proporcional ao tempo trabalhado
deverá dar mais estabilidade aos
trabalhadores.
"Há muitos anos essa questão já
tinha que ser regulamentada pelo
Congresso Nacional. Acredito que irá
mudar para melhor. Isso vai
facilitar principalmente para o
trabalhador que tem mais
estabilidade, que já tem mais tempo
de casa e vai fazer também com que
as empresas pensem duas vezes antes
de demitir porque vai custar mais
caro", ressalta Lupi.
Metalúrgicos de São Paulo
parabenizam Dilma
Em nota, o Sindicato dos
Metalúrgicos de São Paulo, entidade
ligada à Força Sindical, parabenizou
a presidente Dilma Rousseff pela
sanção sem vetos ao projeto de lei.
"O movimento sindical vai cobrar a
extensão do benefício aos demitidos
nos últimos dois anos, mesmo prazo
estabelecido em lei para o
trabalhador reclamar na Justiça
direitos não honrados pelos
patrões", finaliza a nota assinada
pelo presidente Miguel torres.
Projeto de lei
O projeto de lei (PL 3.941/89), do
ex-senador Carlos Chiarelli
(PFL-RS), foi chancelado pela Câmara
no dia 21 de setembro, ficou parado
na Casa por 22 anos e só foi
aprovado porque o Supremo Tribunal
Federal (STF) poderia estabelecer
período maior de aviso, a partir de
mandato de injunção de dois
trabalhares da Vale, ocasião em que
o Supremo manifestou a intenção de
suprir o vácuo legislativo.
Os empresários atuaram durante estas
mais de duas décadas contra a
regulamentação da matéria pelo
Congresso, pois com o aviso de
apenas 30 dias economizaram bilhões
de reais nos casos de demissões de
trabalhadores. O passivo é
gigantesco e os trabalhadores, com
certeza, buscarão seus direitos
lesados pelo capital. (Com Agência
Brasil, MTE e Sindicato dos
Metalúrgicos de São Paulo)
Leia a nota do Sindicato dos
Metalúrgicos de São Paulo:
"Os metalúrgicos de São Paulo e Mogi
das Cruzes parabenizam a presidente
Dilma Rousseff pela aprovação, sem
vetos, da lei que amplia o aviso
prévio para até 90 dias aos
trabalhadores.
Dessa forma, o mandato da presidente
vai marcando uma posição firme
voltada para a classe trabalhadora,
sempre à mercê de grande parte do
patronato, que, visando apenas
ganhos financeiros, demite quando
quer, sem justificativas e sem levar
em conta a responsabilidade social
que a produção deste País exige.
O aviso prévio proporcional está na
Constituição desde 1988. Foi
aprovado por parlamentares
representantes dos setores
empresarial, ruralista, financeiro,
que tinham conhecimento deste
direito dos trabalhadores. Não cabe
agora, portanto, nenhum discurso de
que a medida vai representar mais
custos, diminuir as contratações e
aumentar a informalidade.
A presidente fez prevalecer o
reconhecimento dos trabalhadores e
de suas famílias, que, na demissão,
terão algum dinheiro extra para
ajudar nas necessidades.
O movimento sindical vai cobrar a
extensão do benefício aos demitidos
nos últimos dois anos, mesmo prazo
estabelecido em lei para o
trabalhador reclamar na Justiça
direitos não honrados pelos patrões.
Fonte: Diap |