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A Confederação dos Servidores
Públicos do Brasil (CSPB) condenou o corte
de R$ 50 bilhões no orçamento anunciado pelo
Governo Federal nesta quarta-feira, 9. Para
o Presidente da CSPB, João Domingos,a medida
penaliza os servidores públicos que já
tinham reajustes salariais aprovados para
este ano, impede a renovação do quadro de
funcionários e prejudica os serviços
públicos prestados à população.
A medina foi criticada, também, pelo
Secretário Geral, Sebastião Soares, que
afirmou: “Quando se fala em corte do
orçamento nacional atinge união, estados e
municípios, por isso todos os servidores e
serviços públicos do Brasil vão ficar
precários”, afirma. Para atingir a meta de
corte, o governo anunciou a suspensão de
todos os concursos públicos e nomeações de
candidatos aprovados, além do congelamento
de reajuste salariais e contenção de gastos
com materiais dos serviços públicos.
Para este ano, era previsto o preenchimento
de quase 29 mil vagas de concursos públicos
e previstos e já realizados. Seleções como a
dos Correios, Polícia Federal e Senado, que
já estavam autorizadas, também foram
suspensas. Sebastião Soares afirma que
existem setores como o de saúde e educação,
que precisam de uma renovação imediata. “A
suspensão dos concursos públicos vai barrar
a reposição nas áreas de educação e saúde,
que mais afetam a população. O quadro atual
dessas áreas é deficiente”
REAJUSTE SALARIAL
Outra medida anunciada foi o congelamento
dos reajustes de salários. Pelo menos trinta
categorias do Executivo pedem reajuste para
correção de tabelas e planos de
reestruturação. O judiciário também pede
reajuste de 55% para 100 mil servidores. As
negociações acontecem desde o ano passado,
mas o governo afirma que não existe
orçamento para as reposições.
O Secretário da CSPB, Sebastião Soares,
afirma que categorias como da saúde e do
fisco já tinham reajustes aprovados para
este ano e vão ser prejudicados pelo corte
do orçamento enquanto deputados, senadores e
membros do Executivo e Judiciário tiveram
reajustes que chegam a 133%. “Isso é uma
contradição, enquanto aumenta o salário
deles, corta o reajuste dos servidores”.
O governo também vai contingenciar
materiais, passagens e diárias dos
servidores públicos. Sebastião Soares
denuncia que a situação pode ficar
insustentável em determinados setores
públicos. “Existem postos do INSS onde
funcionários levam materiais de trabalho por
que o fornecimento é deficiente. Agora vão
ter de pagar para trabalhar”, concluiu.
(Fonte: SECOM/CSPB) |
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