|
Após 10 horas de sessão, o Plenário
aprovou na noite desta quarta-feira,
em votação simbólica, o salário
mínimo de R$ 545, com vigência a
partir do mês seguinte ao de
publicação da futura lei. Até essa
data, valerão os R$ 540 estipulados
pela Medida Provisória
516/10. O Projeto de Lei
382/11, do Executivo, ainda
precisa ser analisado pelo Senado.
Os deputados fizeram um longo debate
durante toda a tarde e a noite. Na
fase de discussão, houve 20 oradores
a favor e 20 contra o texto original
do projeto, relatado pelo deputado
Vicentinho (PT-SP).
Em votações nominais, o Plenário
rejeitou, por 376 votos a 106, a
emenda do PSDB que previa o valor de
R$ 600; e por 361 a 120 a emenda do
DEM de R$ 560.
Aumentos futuros
Para os aumentos futuros do salário
mínimo, a fórmula aprovada é a mesma
em vigor desde 2007: reposição da
inflação pelo Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC) e
aumento real pela taxa do Produto
Interno Bruto (PIB) de dois anos
anteriores. Essa regra valerá para
os anos de 2012 a 2015.
Como o mínimo sempre muda em 1º de
janeiro, o INPC relativo ao ano
anterior conterá uma estimativa para
o mês de dezembro, porque o
Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) divulga o índice
final apenas em janeiro. O índice
aplicado valerá para o ano todo e,
se houver resíduo, será compensado
no ano seguinte, sem retroatividade.
O reajuste vinculado ao PIB será
considerado como aumento real.
Assim, para 2012 será aplicado o
percentual de crescimento do PIB de
2010. Caso a variação seja negativa
ou nula, não haverá aumento real.
Da mesma maneira, para calcular a
variação do PIB anual será feita uma
estimativa do último trimestre do
ano anterior, pois somente em março
o IBGE divulga o PIB ajustado.
COM Agência Câmara
|