Teotônio Souto Maior
O
processo de formação de motoristas
profissionais no Brasil pode sofrer
mudanças. Pelo menos é isso o que
quer a Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Transportes
Terrestres (CNTTT). Na última
quinta-feira (10), durante o
Seminário Nacional de Integração
Política e Organização Sindical,
representantes de todo o Brasil
solicitaram ao deputado federal
Marcelo Almeida (PMDB-PR) maior
participação no processo de revisão
do Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
para que os interesses da categoria
possam ser contemplados.
Almeida é o relator da Subcomissão
Especial da Comissão de Viação e
Transportes (CVT), na Câmara dos
Deputados, designada para analisar
todos os projetos de lei que propõe
mudanças ao CTB. Ao todo, são mais
de 130 projetos tramitando na CVT e
mais de mil propostas em análise no
Congresso Nacional. A Subcomissão
foi formada neste ano a pedido de
Almeida, que é ex-diretor do
Departamento de Trânsito do Paraná e
especialista em trânsito.
“Solicitamos a criação dessa
Subcomissão para que a análise das
mudanças no Código tenha coerência,
pois são muitos projetos similares,
alguns inviáveis e outros
conflitantes. O Código já tem 12
anos e precisa passar por uma
revisão que atenda à nova realidade
do trânsito no Brasil, que cresceu
muito nessa década”, explicou o
deputado federal.
As principais reivindicações da
CNTTT para a revisão do CTB ainda
não foram contempladas pelo projeto
de lei 2872/08, de autoria do
deputado federal Carlos Zaratini
(PT-SP), que foi relatado pela
deputada Rita Camata (PSDB-ES) e
aprovado pela CVT no início deste
mês. Além de pleitear o
credenciamento dos sindicatos e
federações da categoria para
utilização dos recursos do FAT
(Fundo de Amparo ao Trabalhador) a
fim de promover cursos de formação e
capacitação aos seus filiados, a
CNTTT quer flexibilizar os
impedimentos de troca de categorias,
quer que o passageiro de ônibus seja
responsabilizado pela falta de uso
do cinto de segurança (hoje, o
motorista é o responsável pela
infração) e quer impedir que
motoristas de coletivos sejam também
cobradores, entre outras propostas.
Em razão da pauta extensa de
reivindicações, o deputado Marcelo
Almeida assumiu o compromisso de
solicitar a realização de uma
audiência pública na Câmara dos
Deputados no início do próximo ano
para que as propostas da CNTTT
possam ser debatidas, inclusive com
representantes das empresas de
transportes terrestres. As propostas
do setor serão contempladas no
anteprojeto de lei que Almeida
apresentará à CVT para a reforma
completa do Código. “É importante
que todos os segmentos envolvidos
nas questões do trânsito participem
desse processo e apresentem suas
sugestões e reivindicações para que
o novo Código esteja mais próximo da
realidade das calçadas, ruas e
estradas brasileiras”, concluiu
Marcelo Almeida.
Fonte: NQM – FETROPAR -
www.fetropar.org.br.
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