NOVA CENTRAL RJ PARTICIPA DE CAMINHADA E ATO PÚBLICO “CONTRA A COVARDIA, EM DEFESA DO RIO"


Entusiasmado com a participação da Nova Central RJ na manifestação “Contra a covardia, em defesa do Rio”, o presidente da entidade, Sebastião José declarou que ‘estamos aqui para defender o emprego dos trabalhadores fluminenses’ e completou dizendo que essa ‘manifestação foi a união de todas as forças sindicais e políticas em defesa da distribuição mais equilibrada dos royalties do petróleo’. O estado do Rio de Janeiro, na condição de estado produtor, ‘merece receber uma fatia maior da distribuição na medida em que arca com as mazelas de ser produtor’, finalizou Sebastião José, que deixou o seminário nacional de organização da instituição, em Brasília, para coordenar a participação da Nova Central no protesto ocorrido no centro do Rio. A Nova Central RJ esteve presente com mais de cinquenta dirigentes vindos de todo o estado com suas bandeiras e cartazes.
‘Estamos de parabéns. Foi uma demonstração de amor ao Rio’, diz Cabral. O governador Sérgio Cabral comemorou o resultado: “Tinha receio (que o público fosse pouco) por conta dessa chuva, mas se são 50, 60 ou 70 mil eu não sei. A PM, a Guarda Municipal é que sabem. Acho que estamos todos de parabéns. Foi uma demonstração de amor ao Rio de Janeiro, sem politizar para A, B ou C”.

Fotógrafo: Carlos Magno / Subsecretaria de Comunicação do RJ

Milhares de pessoas saíram da Candelária e se dirigiram à Cinelândia protestando com cartazes com dizeres que refletiam a sensação de decepção popular com uma proposta que poderá, se for aprovada, tirar do estado do Rio de Janeiro R$ 5 bilhões e dos municípios fluminenses, R$ 2 bilhões, totalizando uma perda de R$ 7 bilhões, que garantem recursos para áreas importantes, como infraestrutura.
O ministro do Ambiente, Carlos Minc, ex-secretário de Estado do Ambiente, esteve presente ao evento e falou sobre as perdas que o Rio de Janeiro terá na área ambiental.
- O impacto não vai ser em Rondônia, não vai ser no Mato Grosso, será nas praias do Rio, no turismo, na saúde e no interior. Então eles querem vir com uma machadinha tirar recurso do Rio de Janeiro, mas o impacto ambiental continua aqui. Como é que vamos fazer face aos compromissos internacionais que assinamos para as Olimpíadas e para a Copa do Mundo? Quem vai pagar um ‘mico’ federal é todo o país. Estou confiante de que a justiça vai barrar isto e o presidente Lula me garantiu que veta – disse.
Faixas com os dizeres “O Rio não vai perder esta guerra. Emenda Ibsen é golpe contra o povo do Rio” e bandeiras do Estado do Rio foram erguidas por participantes vindos de regiões do interior fluminense como Cabo Frio, Macaé, Campos dos Goytacazes, Barra Mansa, entre outros municípios. Segundo cálculos da Polícia Militar, cerca de 150 mil pessoas participaram da manifestação.
O aposentado Carlos Alberto Leite observava a concentração da passeata com atenção e falou sobre sua participação:
- Sou cidadão carioca e tenho obrigação de defender o Rio de Janeiro. Todas as prefeituras perdem se essa emenda passar – afirmou.
Assim como o aposentado, o funcionário da Uerj Luiz Carlos Moraes de Lima engrossava o coro em defesa do Estado. Segurando um cartaz, ele disse que todos os trabalhadores deveriam se engajar na causa.
- Estou aqui em defesa do Rio. Esse ato é importante para todos os trabalhadores brasileiros. Se cortarem os royalties, nosso salário vai ficar prejudicado, por isso estamos aqui protestando – detalhou.
Representantes de prefeituras do interior do estado também se organizaram para protestar. A prefeitura de Macaé trouxe 50 ônibus, com cerca de 2,5 mil manifestantes. Um dos coordenadores do grupo, Gime Lessa, lembrou que Macaé será um dos municípios mais prejudicados.
- A população está revoltada com o que aconteceu. Hoje conseguimos manter uma fundação de esportes, de saúde, ou seja, vários projetos de ação social e governamental. Teremos redução indireta de 60% do orçamento – detalhou.
Nem o céu nublado e a chuva desanimaram os participantes a lutar por um direito de todos os moradores do Estado do Rio de Janeiro. A expectativa é de que 150 mil pessoas participem do ato.
Na capital, a campanha chegou a pontos turísticos da cidade, como o Cristo Redentor e o Teatro Municipal, com faixas trazendo os dizeres da campanha: Contra a covardia, em defesa do Rio. Foram instalados painéis também no Teatro João Caetano, na Câmara de Vereadores, no Palácio Guanabara, no Maracanã e no Museu da Imagem e do Som (MIS).
- O Estado do Rio de Janeiro perderá como um todo se esta emenda for aprovada. É uma mudança de regras no meio do caminho que não pode existir. É bom que todos se manifestem; não há como deixarmos isto ir adiante. O governador está fazendo muito bem chamando o estado para reagir diante deste fato – disse a presidente do Theatro Municipal, Carla Camuratti.
Em diversas entrevistas, o governador Sérgio Cabral comentou os efeitos desse rombo nas finanças do Estado do Rio, ameaçando, inclusive, a participação do Rio na Copa do Mundo de 2014 e a realização na cidade das Olimpíadas de 2016.
- Estamos todos aqui para darmos apoio ao nosso governador. Também para estarmos unidos, de braços dados e de mãos dadas, para defendermos toda esta história dos royalties do petróleo. Desta manifestação dependerá do futuro de nosso estado. Não poderemos nunca abrir mão disto. Daqui a pouco, esta caminhada será feita com muita música, dança, enfim, com muita alegria, como é a característica do povo carioca. Não estamos brigando com ninguém, apenas estamos defendendo o que é nosso – concluiu a bailarina Ana Botafogo.

(Fonte: Subsecretaria de Comunicação do RJ e jornais do Rio).