Reajustes salariais no 1º Semestre: Mobilização foi o fator decisivo diz Sebastião José


Para o presidente da Nova Central RJ, Sebastião José não se pode passar batido que foi a mobilização das diversas categorias, o trabalho contínuo dos sindicatos para esclarecer os trabalhadores e a organização que levou aos ganhos salariais no primeiro semestre como mostra a pesquisa do DIEESE. "Sem mobilização, patrão não cede nada pros trabalhadores", afirma Sebastião que cita a categoria dos que trabalham nos ônibus urbanos do Rio como exemplo. Nesse ano, o pouco de melhoria que tivemos se deveu a mobilização do Sintraturb-Rio. "Só arrancamos algum ganho dos 'empresários' se colocamos o bloco na rua", finalizou o presidente da Nova Central RJ.
 

Balanço das negociações dos reajustes salariais do 1º semestre de 2011


De um total de 353 negociações salariais realizadas no primeiro semestre de 2011, 93% conquistaram reajustes iguais ou superiores à inflação medida pelo INPC-IBGE – Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Este resultado é uma das conclusões da análise dos resultados salariais obtidos por um conjunto de categorias acompanhadas pelo O DIEESE – Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos - através do Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS-DIEESE).
Trata-se do segundo melhor resultado registrado pelo DIEESE desde 2008, quando o Departamento passou a analisar os reajustes conquistados exclusivamente pelas unidades de negociação pertencentes a um painel controlado de categorias profissionais. Apenas em 2010, um ano excepcional para a economia e as negociações salariais brasileiras, a proporção de unidades de negociação com reajustes acima do INPC superou o apurado neste ano.


Resultados
Os resultados das negociações dos reajustes salariais no primeiro semestre de 2011 revelam um quadro semelhante ao registrado pelas mesmas unidades de negociação em 2010, embora com leve queda nos percentuais de aumento real. No ano passado, aproximadamente 87% das 353 unidades de negociação analisadas conquistaram aumentos reais nos salários.
Neste ano, o percentual de negociações com reajustes acima do INPC-IBGE foi de 84%, o que representa um recuo da ordem de 3 pontos percentuais.
A principal diferença entre os dois períodos se encontra no percentual de negociações com reajustes abaixo do índice inflacionário: foram quase 7% em 2011, frente os 4% observados em 2010. Boa parte dos reajustes insuficientes para recompor o poder de compra dos salários – não só neste primeiro semestre, mas também o obtido pelas mesmas categorias nos três anos anteriores – concentrou-se nas faixas de perda entre 0,01% e 1% abaixo do INPC-IBGE.
Outra diferença refere-se à magnitude dos aumentos reais. Nota-se, em 2011, uma pequena redução no tamanho dos ganhos reais frente àquele observado no ano anterior. Contudo, o percentual das negociações com aumentos reais superiores a 3% manteve-se em patamares significativos: enquanto em 2008 e 2009 o percentual girou em torno dos 5%; no biênio seguinte o percentual sobe para dois dígitos: 15% em 2010, 12% em 2011.


Acesse a pesquisa na íntegra no saite do DIEESE

www.dieese.org.br/esp/estPesq58balNego1sem2011.pdf