Sindical, Nova Central, UGT, CGTB e
CTB - vem à Brasília para continuar
a luta pela redução da jornada de
trabalho de 44 para 40 horas
semanais, sem redução de salários.
Desde que foi aprovada pela Comissão
Especial da Câmara em 30 de junho do
ano passado, a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 231/95, que trata
do assunto, aguarda votação em
Plenário.
O objetivo da manifestação é
pressionar os deputados para que a
redução seja colocada em votação
imediatamente.
A mobilização está marcada para 9h,
no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.
Além das centrais, participam do ato
em Brasília, sindicatos, federações
e confederações de trabalhadores de
todo País.
No início desse mês, os
representantes da classe
trabalhadora estiveram no Congresso
fazendo uma grande manifestação
pelas 40 horas. Na ocasião, os
sindicalistas fizeram uma vigília na
casa pedindo a votação imediata da
redução.
Para o presidente do SMC e da Força
Sindical do Paraná, Sérgio Butka, a
aprovação da PEC que reduz a jornada
é de extrema urgência.
"Não podemos mais aceitar enrolação.
Estamos em ano eleitoral e esta é
uma grande oportunidade para que as
40 horas sejam aprovadas, pois quem
não votar a favor da redução,
claramente se posicionará contra os
trabalhadores", afirma o líder
sindical.
Ainda segundo Butka, a redução da
jornada de trabalho irá ajudar a
impulsionar a economia do país, pois
irá gerar mais empregos aumentando o
poder de compra do trabalhador.
"Além disso, a qualidade de vida dos
trabalhadores do Brasil irá
aumentar, pois com a jornada
reduzida eles terão mais tempo para
atividades de lazer e para passar
com a família", afirma.
Temer propõe redução para 42 horas
As centrais sindicais estão
consultando suas entidades filiadas
- sindicatos, federações e
confederações - sobre a proposta
feita pelo presidente da Câmara dos
Deputados, Michel Temer (PMDB/SP),
de reduzir a jornada de trabalho
gradativamente, para 43 horas em
2011 até chegar às 42 horas em 2012.
A proposta está em discussão.
(Fonte: Simec, na CNTM)
EMPRESÁRIOS TAMBÉM FAZEM PRESSÃO
Os empresários não estão parados
vendo as centrais atuarem na Câmara
pela aprovação da redução da jornada
de trabalho de 44 para 40 horas
semanais. Os donos do capital atuam
em sentido oposto, agora num
movimento vigoroso dentro e fora da
Câmara dos Deputados.
Na próxima terça-feira (23), o
presidente da Confederação das
Associações Comerciais e
Empresariais do Brasil (CACB), José
Paulo Cairoli vai dizer ao
presidente da Câmara dos Deputados,
Michel Temer (PMDB/SP), que "a
redução da jornada de trabalho em
discussão pelos deputados, prejudica
as micro e pequenas empresas, gera
desemprego e incentiva a
informalidade".
Cairoli se encontra com o deputado
Rodrigo Rocha Loures e antes da
reunião com o presidente da Câmara,
ele almoça com líderes partidários
onde falará sobre o mesmo tema.
A entidade argumenta que "a
discussão da redução da jornada deve
ser evitada em função do ano
eleitoral porque contamina a agenda
do Congresso". "Não podemos tratar
um assunto tão sério somente com o
viés político", enfatizou Cairoli.
Antes da crise que solapou a
economia em 2009, os empresários
argumentavam, entre outros aspectos,
que a redução da jornada tinha que
ser debatida "caso a caso" e não
determinada pela Constituição, como
querem os trabalhadores.
Em meio à crise, o argumento mudou,
porque o País estava em crise e a
redução da jornada poderia fazer as
empresas brasileiras perderem
"competitividade". Agora, são as
eleições que "atrapalham" a
discussão do tema no Congresso.
O encontro do presidente da CACB com
Temer está marcado para terça-feira
(23) às 15h30, pela manhã.
Fonte: DIAP.
|