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O ministro de Relações
Institucionais, Luiz Sergio,
informou nesta terça-feira que,
assim que o novo valor do salário
mínimo e a política de valorização
do benefício forem aprovados no
Senado Federal e sancionados, o
Palácio do Planalto encaminhará uma
medida provisória (MP) aos
parlamentares estabelecendo a
correção da tabela de Imposto de
Renda para Pessoa Física em 4,5%.
"Tão logo seja superada a discussão
da lei do salário mínimo vamos
enviar uma medida provisória. Temos
a preocupação que a lei do salário
mínimo que comece a vigir e estamos
trabalhando e querendo sancioná-la
ainda no mês de fevereiro", disse o
ministro.
Entenda
O governo cobra imposto de renda na
fonte dos trabalhadores com carteira
assinada. Ou seja, o trabalhador já
recebe seu salário descontado o
tributo. Há quatro faixas de
cálculo, que levam em conta quanto o
trabalhador ganha por mês.
Atualmente, quem ganha menos que R$
1.499,16 não paga nada de IR. A
parcela do salário entre R$ 1.499,16
até R$ 2.246,75, é tributada em
7,5%; a parcela de R$ 2.246,76 até
R$ 2.995,70, é tributada em 15%; de
R$ 2.995,71 até R$ 3.743,19 é
descontado 22,5%; qualquer valor
acima de R$ 3.743,19 tem desconto de
27,5%.
As centrais sindicais alegam que,
sem a correção na tabela, os
trabalhadores que terão seus
rendimentos aumentados em função do
reajuste do salário mínimo podem até
mudar de faixa de alíquota do IR,
pagando automaticamente mais imposto
e eliminando, dessa forma, os ganhos
com o reajuste. Com o aumento no
valor do salário mínimo e não
correção da tabela, um trabalhador
que recebe um valor próximo do teto
de isenção (R$ 1.499,16) pode acabar
penalizado, passando a ter o IR
descontado, por exemplo.
De acordo com cálculos feitos pelo
presidente do Conselho Regional de
Contabilidade do Estado de São Paulo
(CRC-SP), Domingos Orestes
Chiomento, um trabalhador que ganha
R$ 2 mil tem, atualmente, R$ 21,07
retidos de IR ao mês. No entanto,
com a correção da tabela do IR em
4,5%, esse valor cairia para R$
15,45.
Com rendimento mensal de R$ 3 mil, o
trabalhador, que tem hoje R$ 119,56
retidos ao mês, passaria a pagar R$
105,51. Ainda de acordo com os
cálculos do CRC-SP, um trabalhador
com salário de R$ 6 mil tem
atualmente R$ 845,61 retidos e
passaria a ter R$ 810,97 com a
tabela corrigida. |