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Durante
reunião com o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, ocorrida no
último dia 25 no Gabinete Regional
da Presidência da República em São
Paulo, dirigentes das centrais
sindicais, entre elas a Nova
Central, ressaltaram a importância
do salário mínimo de R$ 580,00 e da
continuidade da política de
valorização do mínimo, para o
crescimento econômico do País, a
criação de novos empregos e, também,
para melhorar as condições de saúde
dos trabalhadores.
O objetivo do encontro, segundo Luiz
Antônio Festino, diretor da Nova
Central para Assuntos Trabalhistas,
Segurança e Saúde no Trabalho, era
debater ações de combate à dengue,
mas foi, também, dedicado para
pleitear o apoio do Ministro à
reivindicação dos trabalhadores de
que o novo valor do salário mínimo
seja fixado em R$ 580,00.
Outra reivindicação apresentada
referiu-se à composição da diretoria
da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), no sentido de
garantir a participação de pessoas
comprometidas com os interesses dos
trabalhadores, uma vez que há dois
cargos vagos desde outubro de 2010.
Segundo Festino, as centrais
defendem a indicação de nomes
comprometidos com a saúde pública,
em vez de diretores ligados à
operadoras de planos de saúde.
No caso específico do combate à
dengue, o ministro Padilha disse que
era necessário dialogar com as
centrais sindicais, que representam
a “parcela mais organizada dos
usuários do sistema público de
saúde”, no sentido de que possam
ajudar na organização de medidas de
prevenção de possível epidemia de
dengue no País. Por outro lado, ele
declarou que é necessária uma
parceria com o movimento sindical
para outras ações que se relacionam
com a saúde do trabalhador, tais
como, saúde do idoso, prevenção das
doenças sexualmente transmissíveis
(DSTs) e AIDS. No momento a
prioridade é o combate à dengue
Pelas informações do ministro, em 16
estados em “risco de alerta”, há 70
municípios com “alto risco”, nos
quais as dificuldades de acesso à
água e ao saneamento básico, aliados
à alta densidade populacional criam
mais dificuldades para a
implementação de medidas de combate
à dengue. Além disso, para o combate
ao mosquito, é necessário o
envolvimento das Comissões Internas
de Prevenção de Acidentes (CIPAs),
dos representantes dos trabalhadores
nos Conselhos Municipais e Estaduais
de Saúde, e o uso dos meios de
comunicação sindical para fazer a
informação chegar aos locais de
trabalho.
A participação das centrais
sindicais nestas atividades, segundo
Padilha, poderá se desdobrar em
outras ações conjuntas em defesa da
saúde do trabalhador.
Como resultado do encontro, ficou
definido que nos eventos de
comemoração do “1o. de Maio” será
destacada a importância da
participação dos trabalhadores no
combate à dengue. Estiveram
presentes, além da Nova Central,
dirigentes da CTB, CUT, UGT, CGTB e
Força Sindical.
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