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O presidente do
INSS, Mauro Hauschild, apresentou
nesta semana o novo modelo de
concessão de auxílio-doença, sem
perícia, para afastamentos de até 60
dias. A nova regra começará a ser
testada no ano que vem para valer em
todo o país em 2013. Hoje, o exame é
obrigatório em todos os afastamentos
superiores a 15 dias.
A proposta, apresentada no Conselho
Nacional de Previdência Social, em
Brasília, vai tirar a perícia da
maioria dos casos de doença ou
acidente. A intenção é a de que o
projeto comece até fevereiro na
região Sul, em São Paulo e na Bahia.
Deverão ser beneficiados com a
eliminação do exame os segurados que
sofrerem pequenas fraturas, passarem
por cirurgias ou por um
pós-operatório ou estiverem com
alguma doença infecciosa
(tuberculose, por exemplo), segundo
o presidente da Associação Nacional
dos Médicos Peritos, Geilson Gomes.
Terão de passar por perícia no
posto, na hora da concessão do
auxílio, os segurados que sofrerem
acidentes de trabalho (porque é
preciso avaliar, por exemplo, a
culpa da empresa), com sintomas que
não caracterizem doenças específicas
(mal-estar ou dores) ou com doenças
originadas desde o nascimento ou na
infância.
A Previdência também irá preparar
uma lista, chamada de Tabela
Repouso, com os períodos médios de
afastamento de cada doença.
A proposta inicial do INSS já sofreu
algumas alterações desde que começou
a ser desenvolvida. O período de
afastamento pela nova regra já havia
sido cogitado em 30 e em 45 dias. O
prazo mínimo de contribuições
seguidas ao INSS para ter o auxílio
sem perícia caiu de 36 para 24 meses
pela nova proposta.
"Estamos próximos de ter a proposta
estruturada", disse Hauschild. Ele
não descarta que, no futuro, o
programa inclua benefícios de até
120 dias. A greve dos servidores do
Dataprev (órgão de informática do
INSS) atrasou o início do teste em
Anápolis (GO).
Fonte: Folha de São Paulo
(Folha.Com)
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