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O projeto de lei que reajusta o salário
mínimo para R$ 545 foi sancionado, nesta
sexta-feira (25), pela presidenta da
República, Dilma Rousseff, segundo
informações da Secretaria de Imprensa do
Palácio do Planalto.
O projeto, que também trata da política de
valorização do salário mínimo até 2015, foi
sancionado sem veto pela presidente. A lei
vai ser publicada, nesta segunda-feira (28),
no Diário Oficial da União. O reajuste do
mínimo entra em vigor na terça-feira (1º).
Parecer AGU
Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu também
na sexta-feira (25) parecer em que se
manifesta favoravelmente ao reajuste do
salário mínimo por meio de decreto
presidencial entre 2012 e 2015.
O despacho, que já foi encaminhado à
presidente da República, afirma que não há
usurpação de poderes no fato de o Executivo
- e não o Legislativo - ser o responsável
por estabelecer os novos valores nos
próximos três anos.
A matéria aprovada pelo Congresso estabelece
que o Executivo deve elaborar o decreto com
o reajuste baseado na recomposição da
inflação e na variação do Produto Interno
Bruto (PIB) dos dois anos anteriores.
O governo classificou o projeto como uma
política de valorização do salário mínimo.
Segundo o consultor-geral da União que
assinou o parecer da AGU, Arnaldo Godoy, a
metodologia do reajuste já foi
exaustivamente debatida no Congresso
Nacional e não há espaço para desmandos do
Executivo.
"A lei fixa os critérios que serão
utilizados pelos decretos supervenientes em
matéria de salário mínimo. Bem entendido,
não haverá por parte do Executivo o
exercício de qualquer fórmula de
discricionariedade", diz o parecer.
A oposição - incluindo partidos como o PPS,
o DEM e o PSDB - já afirmou que entrará com
ação no Supremo Tribunal Federal (STF)
questionando a constitucionalidade da
matéria caso Dilma não vete o artigo que
permite o reajuste por decreto.
Alguns ministros da Suprema Corte já
afirmaram anteriormente que o assunto deve
causar polêmica.
"Em tese, é um problema. A ordem natural das
coisas é a aprovação pelo Congresso
[Nacional] para se ter lei no sentido formal
e material", afirmou o ministro Marco
Aurélio Mello. (Com Agência Brasil)
Fonte: Diap
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