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O governo anunciou que deve aditar
nesta semana uma Medida Provisória
que reajusta a tabela do Imposto de
Renda da Pessoa Física (IRPF) em
4,5%, contrariando as reivindicações
do movimento sindical, que defende
um reajuste de 6,46%, baseado na
correção da inflação medida pelo
Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC).
Para o presidente da Nova Central
Sindical dos Trabalhadores (NCST),
José Calixto Ramos, a decisão do
governo pode prejudicar
trabalhadores que tiveram um
reajuste menor que o reajuste da
tabela do Imposto de Renda.
“Muito trabalhadores podem passar a
pagar o Imposto de Renda enquanto
não pagavam antes. Então o reajuste
salarial que os trabalhadores
tiveram vai para o Imposto de Renda.
O que nós queremos é que os valores
sejam adequados com a reposição
salarial. Nós queremos um reajuste
automático”, argumenta.
As centrais sindicais vão aumentar a
mobilização por um reajuste maior na
tabela do Imposto de Renda. Na
próxima semana devem realizar uma
reunião para montar estratégias de
trabalho no Congresso Nacional e
junto a Presidência da República
para tentar negociar o percentual.
Para José Calixto, o governo tem
sido inflexível em todas as
negociações com as entidades
representativas dos trabalhadores.
Vale lembrar que na discussão pelo
reajuste do salário mínimo, na
semana passada, o governo, por meio
de sua base aliada, aprovou o mínimo
de R$ 545 e desconsiderou a proposta
das centrais sindicais, de reajuste
de R$ 560.
SECOM – CSPB
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